domingo, 12 de agosto de 2012

Justificativa:

 Procuramos falar sobre um assunto que de qualquer maneira está próximo da nossa realidade e do mundo em que vivemos. A nossa preocupação com o meio ambiente vem de ações básicas, mas que sabemos fazer ao menos uma mínima diferença, desde separar o lixo que geramos até economizar a água e a luz, mas com esse trabalho tentamos aproximar esses elementos químicos do que pode nos causar de problemas.
 Nós pensamos que caso as pessoas vejam que a saúde física destas está em perigo, talvez isto faça com que elas mudem as suas atitudes e através do medo venham a cuidar do planeta ou modificar alguns hábitos.
 Esta foi uma pesquisa que fará diferença para nós e para aqueles que vierem a lê-la, então tirem o máximo de proveito e apreciem a clareza com que tentamos introduzir nos textos para tornar acessível à todos os leitores.

Problemas ambientais e suas causas:

Cádmio: O cádmio é um metal que possui uma propriedade de bioacumulação em organismos vivos e no meio ambiente, por causa disso possui um grande potencial para destruição devido ao fato de se manter intacto com o tempo. Assim sendo caso venha a contaminar um ecossistema, esse se manterá contaminado e então causará problemas no organismo dos seres vivos. Grande parte dessa contaminação vem da presença deste em pilhas e baterias descartadas de maneira inadequada, pois é extremamente prejudicial junta-lo com o lixo comum já que este não recebe o tratamento para retirada de metais perigosos.
  É aconselhável utilizar produtos com vida útil maior, como as pilhas alcalinas e baterias recarregáveis, pois assim iriamos descartar menos pilhas comuns que possuem tanto deste material.

Mercúrio: As atividades industriais e a utilização de combustíveis fosseis em geral são acompanhadas por grandes derramamentos de mercúrio. Quando um curso de água é poluído pelo mercúrio, parte deste se volatiliza na atmosfera e depois torna a cair , em seu estado original com as chuvas. Uma outra parte absorvida direta ou indiretamente pelas plantas e animais aquáticos circula e se concentra em grandes quantidades ao longo das cadeias alimentares.
 Além disso, a atividade microbiana transforma o mercúrio metálico em mercúrio orgânico altamente tóxico.
 O mercúrio é um metal muito perigoso quando em contato com o organismo do homem, quer seja pela via aére, cutânea ou por ingestão. Os danos causados pelo mercúrio são graves e, em grande parte dos casos, permanentes. Vemos em nosso país trabalhadores literalmente mutilados devido a contaminação por esse elemento químico.

Chumbo: A contaminação do solo, da água ou do ar causa diversos problemas aos seres humanos, pois sua presença afeta todos os órgãos e sistemas do organismo. Os mecanismos de toxicidade envolvem processos bioquímicos fundamentais, que incluem a característica de inibir ou imitar a ação do cálcio e de interagir com as proteínas.
 A forma inadequada de descartá-lo faz com que este esteja presente em lixões a céu aberto através de equipamentos eletrônicos antigos e sem passar por nenhum controle químico.
 A chuva ácida dissolve o chumbo e outras substâncias e a água da chuva se mistura com os metais carregando-os para os lençóis freáticos e para a água que consumimos ou que rega o alimento que comemos, assim trazendo para o nosso organismo.

Os principais problemas causados no organismo:


Cádmio: Este é um metal que dura no corpo humano de 13 à 40 anos e seu crescente acumulo é que causa problemas aos indivíduos. Pode causar enfisema pulmonar, dor e debilidade ao estar presente no sistema ósseo, problemas no fígado, nos testículos, no sistema imunológico, no sistema nervoso e no sangue.

Mercúrio: Através do contato com o vapor deste metal os riscos são estômago, diarreia, tremores, depressão, ansiedade, gosto de metal na boca, moles com inflamação e sangramento na gengiva, insônia, falhas de memória e fraqueza muscular, nervosismo, mudanças de humor, agressividade, dificuldade de prestar atenção e até demência. Porém quando o metal chega ao sistema nervoso poderá causar desde o estado vegetativo do individuo até a sua morte.

Chumbo: Ao entrar em contato com o sangue aumenta sua pressão, afeta a hemoglobina e causa anemia. Causa danos aos rins e ao cérebro; altera o sistema nervoso; diminui a aprendizagem das crianças e fertilidade dos homens, além de alterar o comportamento das crianças tornando-as agressivas, hipersensitivas e impulsivas.

Um pouco sobre cada elemento:


Cádmio: Descoberto em 1817, na Alemanha, este metal de um tom branco-azulado é um elemento raro na natureza e, atualmente, é empregado na produção de pilhas e baterias. São facilmente encontrados em minas de zinco – pela sua similaridade – e na água. Além de ser um dos metais mais tóxicos e causador de diversas doenças quando seu excesso está presente no organismo humano. Em temperatura ambiente apresenta-se como sólido, porém como sempre está ligado com outros elementos, tais como oxigênio, cloro ou enxofre, ao formar um óxido apresenta-se como micropartículas.

Mercúrio: Conhecido desde os tempos da Grécia Antiga, tal metal apresenta-se líquido em temperatura ambiente e é conhecido também por ‘prata líquida’. Sua inalação é extremamente perigosa e é um bom condutor de eletricidade, devido a isto o encontramos em lâmpadas fluorescentes, mas também na fabricação de espelhos, termômetros, barômetros e catalisadores em reações químicas. Sua presença no corpo humano também causa diversas doenças, na maioria ligada a transtornos psicológicos e neurológicos, mas é necessário muito cuidado pois pode causar até mesmo a morte.

Chumbo: É um elemento branco-azulado assim que descoberto, porém ao entrar em contato com o oxigênio torna-se acinzentado. Dentre os três elementos é o que se tem conhecimento a mais tempo, há 7000 anos atrás. Normalmente o encontramos na construção civil, baterias, munição e, através de ligas metálicas, em soldas, fusíveis, revestimento de cabos e coisas do gênero. É um metal encontrado facilmente, mas geralmente encontrado com outros elementos como zinco, prata e cobre. Em contato com outros ácidos torna-se ainda mais perigoso, porém sua presença isolada na água, no ar ou na comida também causam riscos altíssimos ao organismo.